Tempo, tempo, tempo... O “senhor” da razão.
A maturação agrega qualidades diferenciais ao produto e traz ao homem conhecimento e discernimento. Os processos naturais ocorrem independentemente da cronologia humana, apesar da ação antropogênica poder catalisar o desequilíbrio ambiental.
Vendo que os eventos na natureza são periódicos e que permitiam serem mensurados, o ser humano tratou de sistematizar a sua existência fixando pontos de referências na história da humanidade.
Calendários maias, julianos, gregorianos entre outros, passaram a registrar o tempo a partir de um dado astronômico, como por exemplo um solstício ou um equinócio.
A bula papal que oficializou o calendário gregoriano no século XVI, extirpou dez dias do calendário juliano – até então predominante no continente europeu – com o objetivo de adaptá-lo a contagem de tempo, baseando-se na rotação da Terra em seu próprio eixo e na translação da Terra/Lua em torno do sol, inclusive com a criação do ano bissexto com o intuito de “zerar” os desvios cronológicos verificados durante o decorrer dos períodos.
Independente do analógico ou do digital, o relógio biológico dá
o compasso para a biodiversidade do planeta, proporcionando a
floração, a germinação, a migração, o sono e o momento de parir
ou eclodir.
Entre as pessoas, o “time” é distinto. Enquanto uns demoram para processar uma situação, outros tomam decisões abruptas, muitas vezes precipitadas. Mas o que é certo? Fazer a hora acontecer ou esperar acontecer a hora? Muito relativo.
E quando se trata do tempo associado ao sentimento, a razão escorre entre os dedos e a paixão rasga o coração. Assim, num raro momento de inspiração o cantor e compositor pernambucano Alceu Valença fala sobre a Solidão, um sentimento de acomete mesmo aqueles que vivem cercado de pessoas:
“A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.”
Rogério Francisco Vieira
Biólogo e professor
Curitiba, dezembro 2012

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