quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Os Cinco Estágios de um Moto Companheiro



Existem cinco estágios na vida de um moto companheiro.


O primeiro estágio é aquele em que um moto companheiro precisa bordar seu nome no colete, porque quase ninguém sabe o nome dele.


No segundo estágio, o moto companheiro começa a ficar conhecido dentro do MC e sua moto passa a ser o nome do clube ao qual pertence...


Por exemplo, "José da Shadow preta".


No terceiro estágio, o companheiro passa a ser conhecido fora de seu grupo e o nome do MC se transforma em sobrenome.


"José dos Lazarentos MC".


No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele: "José, Presidente dos Lazarentos".


Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva.


Pessoas que mal conhecem o José passam a se referir a ele como "o meu amigo José, Presidente dos Lazarentos".


Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo contra sua vontade, em "amiguinho motociclista".


Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo e um "amiguinho motociclista".


Amigos que são amigos trocam sentimentos.


"Amiguinhos motociclistas" trocam adesivos de seus Moto Clubes.

Uma amizade dura para sempre.


Uma "amizadinha motociclista" é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro.


Amigos de verdade perguntam se podem ajudar.


"Amiguinhos motociclistas" solicitam favores.

Amigos de verdade estão no coração.


"Amiguinhos motociclistas" estão em uma planilha.


É bom ter uma penca de "amiguinhos motociclistas".


É isso que, hoje, chamamos networking, um círculo de relacionamentos puramente social.


Mas é bom não confundir uma coisa com a outra.


"Amiguinhos motociclistas" são necessários.


Amigos de verdade, são indispensáveis.


Imagine você um dia descobrir que tinha bem mais amigos do seu cargo do que da sua pessoa!


Algum dia (e esse dia chega rápido), os únicos amigos com quem poderemos contar serão aqueles poucos que fizemos quando amizade era coisa de amadores.


Por isso preservem as amizades verdadeiras porque os amigos da tua posição desaparecerão, os amigos da sua pessoa permanecerão do teu lado.


Baseado no texto de Max Gehringer

Adaptado por Rogério Francisco Vieira

MCBDA - Facção Curitiba

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Ninguém Sabe (música)

(Rogério Francisco Vieira)

Ninguém sabe o quanto eu já sofri
Ninguém sabe o quanto eu já chorei

Cada um com sua história
Cada qual com sua cruz
A esperança me consola
E coragem me conduz

Ninguém sabe o quanto eu já sofri
Ninguém sabe o quanto eu já chorei

Muita mágoa, muitos sonhos
E no peito muita dor
É um fardo para poucos
Pra quem não teme o amor

Ninguém sabe o quanto eu já sofri
Ninguém sabe o quanto eu já chorei

Minha fé está na vontade
De que o sol irá brilhar
Superando a tempestade
O guerreiro vai lutar

Ninguém sabe o quanto eu já sofri
Ninguém sabe o quanto eu já chorei

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A Escola (música)



(Rogério Francisco Vieira)


A escola, agora esmola
Perdeu o rumo e a vocação
Em outros tempos, maravilhava
Ciência e arte, motivação

Mas, alguém ali falou:
Nela não cabe só educação
Vamos usar e abusar
Mais uma obra pra inaugurar

Escola, escola minha
Cadê o valor do educador?
Escola, nossa escola
Força e reduto do professor

Nela tem votação
Também vacina a população
Verba perdida e desviada
Sofre descaso, é enganada

É uma coitada, dá muito dó
Jovem sem vez, mestre sem voz
Virou promessa de eleição
Acorda povo pela educação

Escola, escola minha
Cadê o valor do educador?
Escola, nossa escola
Força e reduto do professor

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Músico Amante (poesia)



Fazer por fazer é sensação alcançada
É missão cumprida é obra acabada
Tudo esperado do chamado normal
A nota bem empregada, o dom profissional


No muito mais que o permitido
O meio tom, invade o sustenido
Seduz com sol, com lua e se faz sonhador
Mescla o ritmo enebriado em sonoro amador


Viver entre o querer e o prazer
É romper o senso além do poder
Faz fluir em emoção desesperante
Os sons ousados de um amante


Rogério Francisco Vieira
Curitiba-PR

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Maria Garupa (música)


Upa, Maria Garupa
Não pode ver uma moto
Já pede pra montar

Ela, estilo bonitinha
Toda arrumadinha
Dá gosto de olhar
Ele, todo fedorento
Dando mau exemplo
Fumando e bebendo

Upa, Maria Garupa
Não pode ver uma moto
Já pede pra montar

Na festa, festa de motoclube
Se solta, se entrega
Ao som do rock n' roll
Assim, já faz parte da turma
Com certeza é mais uma
E um colete vai usar

Upa, Maria Garupa
Não pode ver uma moto
Já pede pra montar

Rogério Francisco Vieira
MCBDA - Facção Curitiba




sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Poetas Adorados, Políticos Odiados


“Todos os povos amam seus poetas...
O poeta não é um ser de luxo, não é uma excrecência ornamental da sociedade. Ele é uma necessidade orgânica de uma sociedade. A sociedade precisa daquilo, daquela loucura para respirar. É através da loucura dos poetas, através da ruptura que eles representam que a sociedade respira, dessa pressão de uma máquina em cima de você que não escolheu, não pediu, mas de nada adianta espernear, pois ela é muito maior que você...” (Paulo Leminski).

O fragmento acima foi extraído do documentário "Ervilha da Fantasia" (1985), onde o poeta paranaense faz algumas considerações sobre sua vida literária.

Apesar de serem amados pelos povos, nem todos têm o gosto por esse estilo literário, pois, muitas vezes, é recheada por uma linguagem subjetiva e metafórica, sutil e significativa para seu autor.

Quando seus versos são acompanhados por notas musicais, como no caso do "poetinha" Vinícius de Moraes, a coisa fica mais palatável ao grande público.

É com essa estética que a poesia oxigena nossas vidas, dando-nos resistência para resistir a pressão exercida pela "máquina" do sistema ao qual estamos submetidos.

Por isso são amados.

Amamos aqueles que nos tiram a dor e nos trazem a sensação regozijante do prazer.

Em contrapartida, odiamos quem nos oprime, quem nos impede de sermos autênticos, que nos causam dor.

O grande fardo social é imposto pela gigantesca máquina do sistema, sob a alegação de se manter a ordem entre seus tutelados.

A liberdade e oxigenação poética foi, é, e sempre será a válvula de escape às almas humanas sensíveis a boa convivência dos homens entre si, entre os demais seres vivos e para com o ambiente.

Em oposição, a opressão e o sufocamento político - distante de seus natos princípios - fermenta a indignação social, quando conduzido por mentes estreitas que advogam interesses próprios ou de pequenos grupos em detrimento dos anseios coletivos, num verdadeiro jogo de vaidades.

Somente uma censura política pode calar a voz do poeta.

Somente a liberdade poética pode fazer ecoar a voz do povo.

Assim, cada qual apropria-se um pouco do céu e do inferno, experimentando o lado bom e o lado ruim das coisas nesse aprendizado de emoção e de razão.

Mas, felizmente, como a unanimidade não é regra, continuaremos provando do amor e do ódio pelo resto de nossa existência.


Rogério Francisco Vieira
Curitiba-PR


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Biologia (música)


Biologia
(Rogério Francisco Vieira)

Apesar da sombra, o seu verde sintetiza
Em vida de presa, luta aquele que precisa

Mesmo por um fio, toda espécie se defende
Genes combinantes fazem o novo, diferente

Vida. Vida. Viva! Viva!
Biologia

Pétalas tiradas, para ver se o bem-me-quer
Nas conchas lançadas, a resposta que se quer


São leves sinais de conquista ou de esperança
Força natural, sem sentido de vingança

Vida. Vida. Viva! Viva!
Biologia

Penas contra o vento, liberdade de voar
Pele ao relento, espreitando pra caçar

Guelras flamejantes, muitas bolhas, pouco ar
Garras afiadas rasgam a carne sem parar

Vida. Vida. Viva! Viva!
Biologia