Engraçado ouvir alguém se referindo a outrem como sendo um urubu, numa referência a uma suposta situação em que o mesmo tira proveito pra si próprio.
É acusado de interesseiro e que não vê a hora de rasgar a carniça com seu vigoroso bico.
Benditos sejam os urubus!
Essas desengonçadas aves de rapina, talvez sejam as que mais colaboram com o ser humano na contenção da contaminação ambiental oriundas da putrefação de cadáveres, a chamada necropoluição.
A própria constituição protege a existência dessas aves, reconhecendo sua grande importância ecológica, removendo do solo, substratos de propagação de fungos e bactérias, agentes etiológicos de muitas doenças do ser humano e de outros animais.
Numa comparação zoológica, pior seria associar a pessoa a um carrapato.
Ao contrário do urubu que age em sua presa já abatida e em processo de decomposição, o carrapato se beneficia do ser ainda vivo, tirando-lhe aos poucos seu líquido vital que o anima.
Malditos sejam os carrapatos!
Seus hábitos hematófagos vão minando de maneira lenta e perene a saúde do pobre ser parasitado e, que aos poucos, vai se acostumando com tal situação, sem forças para poder reverter o quadro de apatia.
E mais, além de saciar suas necessidades com o sangue de sua presa, serve como vetor para outros males, tais como a febre maculosa, que agrava de forma impiedosa o estado de saúde da pobre vítima desses parasitas.
Conclusão: tem muito carrapato xingando urubu sem saber que esse último possui qualidades muito superiores às suas.
Rogério Francisco Vieira
Biólogo e Professor

É, com isso temos outra constatação: precisamos estudar mais biologia para usar a nomenclatura adequada às situações ambientais...
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