terça-feira, 5 de março de 2013

Academia dos Blogueiros



A célebre frase cartesiana” Cogito, ergo sum” onde se traduz em “Penso, logo existo”, sempre foi um solo fértil de discussão para os filósofos.

Pensar, até que se prove ao contrário, é privilégio humano.

Existir, não!

Se a espécie humana sumisse da face da terra, a biodiversidade terrestre cresceria em progressão geométrica num verdadeiro caos biológico.

Evidentemente, somente as espécies domésticas estariam fadadas  ao desaparecimento ou a uma redução drástica de indivíduos.

Mas enquanto isso não acontece, o próprio Homo sapiens sapiens se encarrega de dizimar seus próprios filhos da evolução social e tecnológica.

Em nome do avanço tecnológico e com fundo essencialmente capitalista, as máquinas são substituídas em prol do avanço da humanidade.

Além da eficiência anunciada, é preciso estar na “moda”.

Como para muitos é difícil demonstrar aquilo que se é, aquilo que emana da capacidade cerebral, mais fácil explicitar sua capacidade monetária.

É possível se adquirir aquilo que o poder econômico permite.

Porém, inteligência, caráter e ética são produtos inegociáveis e distantes das provocativas aliciações monetárias.

Vale-se pelo que se é, e não pelo que se tem.

Pelo menos na sublime condição “de carne e osso”, onde a “carne” se baseia em dois órgãos determinantes: o miocárdio – o coração – numa alusão poética do sentimento humano e na massa cefálica – o cérebro – na condição racional dos animais do topo das cadeias ecológicas e sociológicas.

Porém, é impossível ficar alheio à correnteza tecnológica.

Ao menos que se adote uma vida de ermitão, dissociada dos modelos ditos normais, numa opção de sociedade alternativa.

Mas, para nós “conectados” e contrários ao isolamento do “mundo”, as perdas podem ser transformadas em ganhos.

As produções literárias mudaram.

O consumo de livros, revistas e jornais caíram incisivamente.

Fora o encanto que esses produtos representam, tanto comercialmente quanto historicamente, o lado antropológico vislumbra o crescimento dos então anônimos que ousam em expor aquilo que pensam ou que produzem.

Produzir um livro ou ter matéria publicada na imprensa global é tarefa árdua, seja pelo custo, seja pela pseudoautoridade esperada de quem assina a matéria.

Bendita seja a internet que socializou as manifestações dos anônimos que não “bebem” de fontes acadêmicas, mas que dão a cara á tapa daquilo que pensam e acreditam.

Nada mais justo que essa legião de pensadores contemporâneos tenha seu espaço e respaldo.

Fica nossa proposta de instituir a Academia dos Blogueiros.

Seja qual for sua intenção, ela será respeitada.

O sucesso ou o fracasso ficam a cargo da peneira social.

Aqui fica o convite para a instituição da ACADEMIA DOS BLOGUEIROS.

Escreva, logo exista!

Idade, raça, credo, orientação sexual, nada disso importa.

Demonstre o que seus neurônios são capazes.

Aguardamos as manifestações para que possamos marcar o 
Primeiro Encontro da Academia dos Blogueiros.

Rogério Francisco Vieira
Biólogo e Professor

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