A célebre frase cartesiana” Cogito, ergo sum” onde se traduz em “Penso, logo
existo”, sempre foi um solo fértil de discussão para os filósofos.
Pensar, até que se prove
ao contrário, é privilégio humano.
Existir, não!
Se a espécie humana
sumisse da face da terra, a biodiversidade terrestre cresceria em progressão
geométrica num verdadeiro caos biológico.
Evidentemente, somente as
espécies domésticas estariam fadadas ao
desaparecimento ou a uma redução drástica de indivíduos.
Mas enquanto isso não
acontece, o próprio Homo sapiens sapiens se encarrega de dizimar seus próprios
filhos da evolução social e tecnológica.
Em nome do avanço
tecnológico e com fundo essencialmente capitalista, as máquinas são
substituídas em prol do avanço da humanidade.
Além da eficiência
anunciada, é preciso estar na “moda”.
Como para muitos é difícil
demonstrar aquilo que se é, aquilo que emana da capacidade cerebral, mais fácil
explicitar sua capacidade monetária.
É possível se adquirir
aquilo que o poder econômico permite.
Porém, inteligência,
caráter e ética são produtos inegociáveis e distantes das provocativas
aliciações monetárias.
Vale-se pelo que se é, e
não pelo que se tem.
Pelo menos na sublime
condição “de carne e osso”, onde a “carne” se baseia em dois órgãos
determinantes: o miocárdio – o coração – numa alusão poética do sentimento
humano e na massa cefálica – o cérebro – na condição racional dos animais do
topo das cadeias ecológicas e sociológicas.
Porém, é impossível ficar
alheio à correnteza tecnológica.
Ao menos que se adote uma
vida de ermitão, dissociada dos modelos ditos normais, numa opção de sociedade alternativa.
Mas, para nós “conectados”
e contrários ao isolamento do “mundo”, as perdas podem ser transformadas em
ganhos.
As produções literárias
mudaram.
O consumo de livros,
revistas e jornais caíram incisivamente.
Fora o encanto que esses
produtos representam, tanto comercialmente quanto historicamente, o lado
antropológico vislumbra o crescimento dos então anônimos que ousam em expor
aquilo que pensam ou que produzem.
Produzir um livro ou ter
matéria publicada na imprensa global é tarefa árdua, seja pelo custo, seja pela
pseudoautoridade esperada de quem assina a matéria.
Bendita seja a internet
que socializou as manifestações dos anônimos que não “bebem” de fontes
acadêmicas, mas que dão a cara á tapa daquilo que pensam e acreditam.
Nada mais justo que essa
legião de pensadores contemporâneos tenha seu espaço e respaldo.
Fica nossa proposta de
instituir a Academia dos Blogueiros.
Seja qual for sua
intenção, ela será respeitada.
O sucesso ou o fracasso
ficam a cargo da peneira social.
Aqui fica o convite para a instituição da ACADEMIA DOS BLOGUEIROS.
Escreva, logo exista!
Idade, raça, credo,
orientação sexual, nada disso importa.
Demonstre o que seus
neurônios são capazes.
Aguardamos as manifestações para
que possamos marcar o
Primeiro Encontro da Academia dos Blogueiros.
Rogério Francisco Vieira
Biólogo e Professor

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