domingo, 28 de março de 2010

A Rosa e a Violeta

No jargão botânico, a rosa é o sistema reprodutor das plantas da família das rosáceas, podendo ocorrer em diferentes matizes, seja de forma natural ou artificial.

Tal beleza e representatividade fez com que fosse considerada a rainha das flores. Seu símbolo acabou se tornando sinônimo de amor,de paixão e da mulher.

Um ícone não guarda a importância em si mesmo, mas serve como
referência para um determinado valor na interlocução.

Não é a toa que no símbolo pedetista figure a matriarca das flores.

Traz nessa estampa, a intenção de declarar o amor que um grupo
político tem em existir pela paixão, quando se trata de defender os
assuntos pertinentes á sua terra e à sua gente. Esse é o PDT da rosa: forte, coerente e comprometido com as questões voltadas à prática de um socialismo democrático.

Porém, nessa biodiversidade floral, surge um PDT da violeta:
frágil, pequeno e efêmero. Violetas transgênicas ou enxertadas, que
já passaram de vaso em vaso e que tentam fincar suas raízes em rico solo pedetista. De duas uma: ou assimilam os fortes ingredientes contidos nesse substrato, suportando as intempéries ao qual o ambiente está exposto, tornando-se tão nobre quanto uma rosa ou sucumbem diante desse forte elixir e irão brotar em outros solos menos seletivos.

Nessa analogia botânica, a rosa parece ser a simbologia mais
inspiradora, deixa o perfume nas mãos daqueles que a conduzem de
forma orgulhosa e incisiva. Até mesmo seus acúleos mostram-se
valorosos. Não para ferir, mas para preservar o organismo de
eventuais ataques de parasitas, predadores e oportunistas.

Sendo a roseira uma planta cultivada e ornamental, seu vigor
fica na dependência de um bom e fiel jardineiro, que em cada botão
surgido, enche-se de orgulho, tal como um pai assistindo o nascimento de mais um rebento. A partir desse cenário fito-político, entre semeaduras, brotos e podas, surge a lembrança do velho jardineiro, precursor de belas rosas cultivadas em solo fértil: Leonel Brizola.

O democrata-trabalhista deixou um legado de luta pela defesa
e soberania de uma nação, cujo objetivo norteador era o da eqüidade de oportunidades para os cidadãos. Defensor incansável da democracia, sempre respeitou o desejo popular. Vários pleitos disputados, nem todos vencidos, mas sempre acatando o veredicto das urnas, um legalista por convicção. As críticas dirigidas aos seus oponentes eram restritas ao campo das ideologias, aos modelos e práticas políticas que se defrontavam na proposta da construção de uma sociedade independente, contrastando-se aos interesses alheios de uns descompromissados dos valores nacionais, assim como frágeis violetas tentando se passarem por legítimas rosas.

E nessa atmosfera de oxigenação política, cabe aos legítimos
pedetistas participarem ativamente para a expansão da caixa torácica do partido, aumentando seu fôlego e autonomia por conta de uma cláusula de barreira.

De nada adianta, como alguns querem, impor uma forma de
crescimento baseada na desvalorização do adversário, tentando
minimizar seus feitos ao invés de aprender que uma vitória se
conquista nos detalhes, pois o óbvio é facilmente perceptível.

Afinal, quando a batalha é travada com nobres e sublimes princípios, onde o coletivo é o alvo, ninguém ganha, ninguém perde, todos saem reforçados e motivados, pois forças serão necessárias em novas contendas.
                                                   (ótica política da eleição estadual de 2007)

Rogério Francisco Vieira
Biólogo e Professor

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