terça-feira, 9 de abril de 2013

AC/DC SOB OS FUNDAMENTOS DA FÍSICA



Independente se você gosta ou não de hard rock ou de física, vale pela cultura – que nesse caso não é inútil – pois a música é expressão artística que encanta e a ciência é pura afirmação da racionalidade humana.

Portanto, isso, nada mais nada menos, constitui a síntese daquilo que vem do coração – representado pela emoção e do cérebro – sede da razão.

O verdadeiro desafio do ser humano é encontrar o equilíbrio entre razão e emoção.

Se a balança pender mais para a emoção, o indivíduo é considerado um sonhador, um lunático, uma pessoa em que o sistema marginaliza, pois não se enquadra nos moldes da sociedade, principalmente àquelas que têm o capital como objetivo.

Caso a razão prevaleça, poderá ser rotulado como sistemático, insensível e intransigente.

O filósofo Aristóteles já afirmava que a virtude está no meio, ou seja, no equilíbrio das coisas.

E essas “coisas”, nesse caso, situam-se entre a razão e a emoção.

A emoção vigorosa transmitida por uma banda de rock pode ser associada diretamente aos fundamentos científicos da física.

Bon Scott (falecido em 1980), Malcolm Young, Brian Johnson, Phil Rudd, Angus Young e Cliff Wiliams, ainda ecoam um som de aceitação universal, seja por sua mensagem, seja por energia sonora.

AC/DC  é Alternative Current/ Direct Currente - Corrente Alternada/ Corrente Contínua.

Mensagem que faz vibrar o coração de uma multidão de fãs espalhados pelo mundo.

Já na esfera da ciência, o francês Charles François Du Fay, arriscou sua teoria de condutibilidade elétrica, depois reiterada pelo físico norte-americano Benjamin Franklin na explicação do movimento eletrônico pelos corpos.

Assim, música e ciência – juntas, estimulam o metabolismo de nosso miocárdio e de nossos neurônios numa sintonia de emoção e de razão.

Talvez isso explique a paixão que os grandes cientistas tem pelo bom e velho rock n’ roll, misturado as suas teorias quase que herméticas.

E não é a toa que orquestras de sons eruditos tenham uma complexidade comparada aos sons agudos que atraem roqueiros das mais diversas regiões do planeta.

Aumenta o som e abre o livro!

Rogério Francisco Vieira
Biólogo e Professor

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