quarta-feira, 18 de dezembro de 2013


“Andar com fé eu vou, que a fé não costuma “faiá””(Gilberto Gil)

Ter fé é uma coisa maravilhosa.

É uma sensação que lhe deixa numa condição invulnerável, intocável e até de superioridade.

Sentimento íntimo que os outros podem desconhecer.

Nesse contexto, qualquer situação pode ser encarada sem a vacilante companheira dúvida.

A unção é uma benção!

Mas estar ungido é foro próprio de avaliação.

Será que seus atos, palavras e atitudes convergem para o merecimento de uma blindagem por parte do plano espiritual?

Será que os canais estão livres para essa conexão, seja lá qual for sua fonte transmissora?

É muito comum assistir pessoas que praticam aquilo que não vivem, que não aplicam, que fazem mais fumaça que fogo.

A ostentação virou prova da fé praticada aos olhos dos ingênuos numa armadilha onde você acaba se entregando ao que os seus olhos físicos presenciam, numa miopia crente que dá pena.

Em síntese, tudo se resume numa questão de poder, de dominação e de alimentação de uma máquina que precisa ser mantida pelos que apertam os seus botões.

A fé “in natura” com os sinais sutis da natureza deu lugar a fé antropológica, da dominação do homem sobre tudo que lhe cerca.

Deus nunca foi, é ou será humano.

Isso seria reduzi-lo as imperfeições que toda pessoa ainda é portadora.

As intervenções divinas se fazem por meio dos homens, desde os mais humildes até os doutos nas ciências, letras e artes.

Essas fagulhas sim são manifestações que nos conduzem na busca da paz espiritual.

Temos uma condição material não por acaso, mas a pedagogia da perfeição requer  muito mais que apenas umas “aulinhas” existências.


Enquanto isso, Deus, D’us, Alá ou Zambi, aguardam suas frequências ideais a serem somadas ao todo numa evolução espiritual.

Rogério Francisco Vieira

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